PFW | Marques’Almeida, Diogo Miranda e Luís Buchinho

Depois dos dias acelerados na Fashion Week de Milão, chegou a hora de ter dias acelerados na Fashion Week de Paris. Cheguei, e logo no primeiro dia senti-me em casa, ao assistir a três desfiles de criadores que integram o Portugal Fashion.

Marques’Almeida rompeu mais uma vez com as expectativas e idealizações que da dupla fazemos e mostrou Portugal numa nova luz. O desfile, iniciado ao som de Fado, deu destaque a vários motivos tão portugueses quanto os azulejos, sem nunca deixar de lhes dar uma nova vida, mais urbana.  O look mais punk e irreverente da marca manteve-se, com alguns laivos de azul cobalto e amarelo gema. As franjas exuberantes de alguns dos coordenados adicionaram drama a um desfile com alma bem portuguesa.

Seguiu-se o desfile de Diogo Miranda, inspirado na obra de Irving Penn, um dos mais conceituados fotógrafos do século XX. As linhas femininas dos cortes assimétricos das peças, as silhuetas demarcadas, os decotes profundos em crepe e linho, a utilização da seda, as cores nude contrastadas com tons como o roxo ou bordeaux, tudo isto se uniu para criar uma colecção sensual – de uma forma bem classy. Looks para uma mulher actual e independente.

Por último Luís Buchinho, que trouxe uma inspiração muito particular até Paris – as gravuras Gyotaku, uma antiga arte de gravura japonesa, utilizada pelos pescadores para reproduzir peixes. Destaque para estampas Gyotaku em pele sobre peças de jersey, rib e renda, que na passerelle se transformaram numa ilusão semelhante às escamas de peixe. A própria morfologia do peixe esteve presente nos vários coordenados apresentados, especialmente na sobreposição de casacos e jaquetas e também nos folhos e textura dos materiais. Uma colecção no mínimo original e muito, muito inovadora.

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