Luis Borges

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O Luís foi amor à primeira vista. Conheci-o há alguns anos numa viagem a Cabo Verde e foi ficando na minha vida. Admiro-o pela persistência no trabalho, pela família que construiu e por não ter medo de fazer aquilo que acha que está certo. Eu já o conheço bem. Está na altura de vocês tb o conhecerem melhor…

És um dos modelos portugueses com maior notoriedade e projecção internacional. Sentes uma responsabilidade acrescida por seres um dos nomes que representa Portugal além fronteiras?

Nao sinto responsabilidade. Aliás, acho que em Portugal dão pouco valor aos manequins e à nossa área. Acho que merecíamos que, quando fazemos grandes campanhas ou desfiles, isso fosse mais divulgado. Às vezes pergunto-me porque é que só se fala de futebol e das novelas, não percebo… Acho que somos um pouco discriminados nesse aspecto. Só somos notícia quando fazemos alguma campanha com alguém muito conhecido de outras áreas, como músicos por exemplo.

Deviam dar mais destaque à moda em Portugal. Há muitos manequins que não são conhecidos nem são falados, mas que trabalham imenso. Acho isso um pouco triste. Eu estou no meio, sou manequim e conheço estas pessoas. Sei o mérito que elas têm e acho que se devia falar mais sobre elas. Também acho que os manequins mereciam algumas condecorações, como outros profissionais da moda têm.  As pessoas não têm noçao do trabalho árduo de um manequim, as horas e horas que às vezes uma simples fotografia demora a fazer.

Apesar de tudo tenho muito orgulho em ser português. Na realidade, quando comecei, as pessoas achavam que eu era brasileiro ou francês, não tenho o aspecto típico de um português e acho que tem a ver com a mistura dos meus pais.

O que sentiste nos primeiros desfiles internacionais, ou quando fizeste as tuas primeiras campanhas para as grandes casas de moda do mundo?

Acima de tudo fiquei muito feliz. NÃo tinha bem noção das coisas… Quando fiz a minha primeira Fashion Week em Paris, o primeiro desfile foi Yves Saint Laurent e foi assim um momento WOW. Depois surge exclusividade com a casa Dior que impunha algumas regras e cada desfile seguinte tinha que ser aprovado com a mesma. Quando o meu booker me disse que devia ir à Hermès, eu estava um pouco reticente porque já tinha feito três desfiles e não sabia a importância que tem fazer muitos. Hoje em dia percebo.

Quando recebi a notícia que iria fazer uma das minhas primeiras campanhas, para Tommy Hilfiger, estava num quarto de hotel com a Sara Sampaio, em Londres. Na verdade foi tudo muito rápido, em 6 meses a minha carreira mudou completamente. Fiz quatro campanhas, entrei na lista dos 50 melhores do mundo, mas acho que nunca fiquei deslumbrado. Sei que este é um meio um pouco efémero, e o que temos um dia podemos não ter no dia seguinte. Claro que fiquei super feliz, sinto que trabalhei muito para o meu sucesso e sou uma pessoa muito focada. Gosto de ser manequim, nem era para ser famoso ou para aparecer nas revistas, gosto mesmo da profissão. Ser manequim só para ganhar dinheiro ou para aparecer nos Morangos (na altura havia muitas pessoas que pensavam assim), para mim não faz sentido.

TheAfroBoy É o teu bebé. Qual era o teu objectivo quando criaste o blog, e como o vês agora, dois anos depois?

Quando criei o blog foi para mostrar às pessoas algumas coisas a que elas não têm acesso, como festas ou backstage de desfiles ou eventos. Foi também para mostrar outro lado do Luis Borges, um lado que no facebook não dá para mostrar. A exposiçao é diferente.

Muitas pessoas incentivaram-me a criar o blog. Na altura foi de certa forma uma brincadeira, mas estou mesmo a gostar muito e acho que dois anos depois continua a fazer todo o sentido. Quando entro num projecto é porque realmente faz sentido, e é para levar até ao fim. O blog dá muito trabalho – apesar de ter uma equipa que me apoia, as coisas não aparecem feitas. O blog tem de ter o nosso cunho e muito de nós. As opiniões, as dicas, têm de vir de nós, senão o blog não seria real.

Começaste há pouco tempo a fazer também alguns trabalhos enquanto stylist…  Como ocorreu essa transição?

Eu acho que correu bem! Tu és um bocadinho pirosa mas mesmo assim correu bem… Estou a brincar!

Havia algumas pessoas que me diziam que devia começar a fazer styling, a Ana Sofia, o Frederico Martns, a Sara Sampaio.. Mas eu nunca liguei! Uma coisa é vestir-me a mim, outra coisa é vestir outras pessoas. É completamente diferente. Mas acho que está a correr bem! Comecei na Dsection, que é uma revista portuguesa com uma enorme projecçao internacional , e comecei logo com uma capa! Acho que não podia ter começado de melhor maneira.

Depois tenho amigas que confiam em mim, ou que pelo menos como minhas amigas me dão o benefício da dúvida… ;) Acho que está a correr bem mas vejo isto mais como um hobby. Eu gosto de ser manequim e quero apostar a 100% no blog. O styling vem depois, não ando à procura nem penso muito nisso. Se acontecer, dou o meu melhor.

Perguntas da praxe… Uma tendência ainda por inventar, e um objecto de desejo que é mesmo a cara do BlueGinger.

Não sei, se calhar umas roupinhas que desse para sujar e bastasse passar um pano para estar tudo bem, para quando vamos jantar e sem querer ficamos com uma nódoa… Hahahaha

Na verdade já está tudo inventado, hoje em dia é uma questão de adaptar novos materiais e modificar algumas coisas. Usa-se muito aquilo que se usava na altura dos nossos pais e avós.

Eu acredito que é a pessoa que faz a roupa, e a pessoa que assina o BlueGinger tem muita personalidade e fica bem com tudo. Um objecto que seja mesmo a tua cara… As botas metalizadas azuis do desfile da Gucci.

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